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quinta-feira, 11 de junho de 2009

UM BREVE RELATO ELUCIDATIVO




O trabalho com constelações familiares é um procedimento psicoterapêutico relativamente recente e controvertido. Apresenta os principios que fundamentam esse trabalho, (“ordens do amor”, consciência pessoal e consciência do grupo familiar, etc) para que, nos sintomas, condicionados pelas implicações sistêmicas, se "desvelem" a existência de um profundo amor resultante do vínculo, uma ligação inconsciente do indivíduo com seu grupo de origem. Isto faz com que alguns repitam os destinos de outros e queiram, em lugar deles, assumir algo de pesado, expiar ou até mesmo morrer. Tal necessidade de compensar se radica num pensamento mágico de caráter infantil, já que tal atitude não tem o poder de redimir essas pessoas nem de aliviar ou de anular seus destinos. Outra base para o desenvolvimento de problemas é a perda de conexão com as fontes dos laços familiares. Isto acontece, por exemplo, quando membros da família não são respeitados ou são esquecidos. Além da implicação sistêmica, devem ser ainda considerados na geração de dificuldades psíquicas/emocionais, os aspectos associados à evolução pessoal, por exemplo, a interrupção do movimento precoce da criança, dirigido geralmente para a mãe. No presente trabalho focalizamos preferencialmente as dinâmicas sistêmicas, dando menos espaço ao significado da história individual da vida e do processo da aprendizagem.
As percepções dos representantes fornecem indicações importantes sobre as dinâmicas familiares e as conexões sistêmicas, pois é incrível como refletem exatamente, muitas vezes, as pessoas representadas, que não são conhecidas pelos representantes. O dirigente do grupo tenta a seguir mudanças de posição para os interessados, buscando, na medida do possível, o "melhor“ lugar para cada um do sistema. Quando se consegue isto, o terapeuta geralmente introduz o próprio cliente em seu lugar (até então ocupado por seu representante). Em conexão com determinadas frases que diz às pessoas importantes de suas relações, ele muitas vezes experimenta de novo uma dor antiga e emoções que aliviam, e ganha novas perspectivas. A “imagem da solução”, quando ele a consegue acolher e interiorizar, desenvolve nele frequentemente efeitos que perduram por longo tempo.

O QUE SIGNIFICA SER REPRESENTANTE?

O que se exige dos representantes nas constelações é que se desprendam em larga medida de suas histórias pessoais, que percebam “sem intenções” e comuniquem as reações corporais, sentimentos ou sensações que emergem nos lugares que ocupam como representantes. Esta exigência de deixar “de fora” a própria história e as hipóteses de uma psicologia corriqueira (por exemplo, „Aquela pessoa está longe de mim - com ela não devo ter muito a ver), e de se entregar sem reservas ao que se sente, oferece a cada participante um exercício de percepção que no decurso do trabalho vai sendo cada vez melhor dominado. Ser representante possibilita, ao longo das participações, um desenvolvimento pessoal de PRESENÇA! Oferece então, também ao representante, a possibilidade de trabalho psicoterapêutico pelo próprio desenvolvimento da percepção sujeito/objeto.

A IMAGEM COMO SOLUÇÃO DE DESENVOLVIMENTO PARA A ALMA

Na imagem da solução ganham um lugar informações e pessoas até então excluídas. Quando o processo da constelação, com a imagem da solução, é significativo para o cliente, ele ativa novas formas de ver e de proceder na sua vida até então experimentadas como problemáticas. Como num rito de passagem, os passos individuais (as imagens intermediárias) são condensados numa experiência que se pode apreender e compreender. As tentativas de pessoas versadas em assuntos psíquicos, caminharam sempre no sentido de buscar um entendimento individual de seus sintomas aparentemente incompreensíveis, como “mensagens do mundo interior”. Em Constelações Sistêmicas acrescentamos a possibilidade de interpretá-los, antes, como indicações de implicações sistêmicas até então não compreendidas pela consciência pessoal.(texto baseado em estudo de Gunthard Weber e Diana Drexler)
Maria Beatriz Szili - consteladora sistêmicabiaconstelar@gmail.com



domingo, 24 de maio de 2009

NOSSO HISTÓRICO FAMILIAR: UMA COSMOVISÃO DO SER INTEGRADO AO UNIVERSO !

Nossa história familiar é pano de fundo da nossa vida:Fazemos parte de um grupo, do qual descendemos. Através de nossos pais viemos ao mundo assim como eles e os antes deles. Podemos imaginar um "campo" coletivo familiar que, ao longo da história vem criando e agindo para sobreviver, manter-se e evoluir. Como indivíduos pertencentes ao "nosso" campo familiar, trazemos memórias deste coletivo que atua em nosso inconsciente e zela pela transmissão de informação, conhecimento e sugere como organizar a energia. Através dessa conexão torna-se possível que o conhecimento adquirido por um grupo seja agregado e compartilhado à consciência coletiva de toda a espécie, mesmo que não haja uma comunicação pelos meios convencionais. Este "movimento" chamamos de "Campos de Ressonância" , conceito criado nos anos 20 e desenvolvido pelo biólogo Ruppert Sheldrake. Esses padrões inconscientes influenciam o modo de pensar, agir e sentir de um indivíduo de seu grupo, mais do que podemos imaginar. O psicólogo, pedagogo e filósofo alemão Bert Hellinger desenvolveu há 30 anos atrás um trabalho denominado Constelações Sistêmicas para permitir desvelar certos emaranhamentos que podem prejudicar, emperrar e adoecer ao invés de crescer e prosperar a vida de uma pessoa. Ele descobriu que muitos dos eventos que vivenciamos podem estar ligados a história de nossos antepassados e não à nossa própria história. Repetimos sem consciência. Somos "tomados" pelo campo. É um aperfeiçoamento maior das pesquisas de Szondi. Através deste trabalho vc pode trazer sua questão, seu problema e dificuldade que até agora não tenha encontrado solução! Venha conhecer!

Maria Beatriz Szili
Consteladora Familiar

quinta-feira, 14 de maio de 2009

SERÁ QUE NÃO FOI VC QUE SE ABANDONOU?

Quando você tira o telefone do gancho avida o chama,mas a ligação não se completa.
Essa é uma grande notícia, porque significa que você está na situação em que se colocou,portanto, tem o poder de modificá-la.
Para sair do vitimismo, você precisa aceitar que tudo que acontece em sua vida é de sua inteira responsabilidade, consciente ou inconscientemente.
Ser feliz implica na capacidade de aceitar humildemente os momentos mais difíceis, procurando a aprendizagem que a situação dolorosa revela nas entrelinhas.
Pergunte-se:
Para que estou sofrendo tanto?
O que a vida está tentando me dizer?
Como posso recuperar as rédeas da minha vida?
Não hesite, em buscar ajuda qualificada,de um profissional na área da saúde,para acompanhá-lo e orientá-lo em direção à cura.
Quando você busca ajuda, está colocando em movimento a inteligência e o amor que existe em você, iniciando a conexão consigo mesmo,com a vida, com Deus.
Sentir-se merecedor de ajuda,acreditar que merece ser feliz,são condições indispensáveis para visualizar e alcançar a Luz no fim do túnel.
Tudo é uma questão de ótica.
Escolha hoje olhar a vida de uma outra maneira,com boa vontade e compaixão por você e por aqueles que o rodeiam.
Procure sair de casa, tomar sol e alimentar-se adequadamente.
Faça caminhadas, evitando andar em círculos, pois sua mente impressionável pode interpretar isto como incapacidade de atingir meta.
Ouça músicas alegres, dance, movimente a energia do corpo.
Evite livros, filmes e novelas repletos de dramalhões que possam aumentar o seu vitimismo. Procure a companhia de pessoas de bem com a vida e que nutram afeto por você, para conversar e / ou compartilhar carinho.
Evite roupas e lugares escuros e sombrios.
Visualize diariamente a energia verde das plantas, subindo pelos seus pés e se distribuindo ao longo do seu corpo, trazendo muita vitalidade; e ainda muita luz dourada, entrando pelo topo de sua cabeça, descendo e iluminando cada célula do seu corpo.

DIGA A SI PRÓPRIO:
" Sinto o calor da minha alma em cada célula do meu corpo.
Meu corpo vibra em uníssono com a minha alma, com a força da vida.
Coloco minha força de amor e inteligência em tudo que eu faço, na minha casa, na minha vida pessoal, no meu trabalho.
Eu mereço, Eu quero, Eu posso, Eu sou"!

Texto enviado pela minha amiga Etiene Ferreira

sexta-feira, 1 de maio de 2009

CONSTELAÇÕES FAMILIARES

ADICIONANDO AO PERDÃO UM SIGNIFICADO MAIOR!

As mudanças não costumam pedir licença para chegar e acontecer nas nossas vidas. Muitas delas nos pegam de "surpresa", arrastando-nos para o novo, não sem antes aprendermos algo que nossa alma necessita para evoluir. Quando a dor e o sofrimento fazem-se presentes, buscamos dentro de nós aquilo que já aprendemos, que está "armazenado" na nossa vivência familiar. Em certas vezes, conseguimos a solução mas, em outras tantas precisamos acoplar visões novas a tantas situações que podem incluir o desapego do antigo! Até parar de "doer", seguir com todas as nossas forças pode significar viver ou morrer, lidando com a frustração, com a raiva, o ódio, a vingança, o abandono, a tristeza, a depressão, que nos mostram uma maneira de amar que em Constelações Sistêmicas Familiares chamamos de "amor cego"! Quem disse que por trás da raiva não está escondido um grande amor? Constelações Sistêmicas Familiares é um trabalho que foi criado por um homem muito especial, um alemão chamado Bert Hellinger que propicia o desvelar de amores e dores abrindo-nos a percepções muito maiores e belas da vida que existem potencialmente em nossas almas, escondidas, esperando pelo nosso "permitir" existir.
Uma delas inclui nosso conceito de perdão. Coloca-nos em confronto com uma idéia que pode ampliar-se, crescendo na Luz de nossa compreensão. E, para isso, nada melhor do que ele, o próprio Hellinger, conte para você. O texto abaixo, leia-o com o coração.
Abraços afetuosos!


PROPOSITALMENTE CEGO(Bert Hellinger)Refleti sobre o significado do ato de perdoar alguém. Será que temos esse direito de conceder o perdão? Quando imagino o que se passa na alma, à medida que falamos ou pensamos em perdão, sinto que “Perdão só pode existir em questões pequenas e com reciprocidade”.Quando alguém se torna culpado de algo, por exemplo, machucando outra pessoa, então o perdão de maior efeito é silencioso. Sem palavras. Na verdade, ele é apenas um ato de indulgência, de esquecer o acontecido, passamos por cima do ocorrido. Agindo assim, o outro sente o amor. Quando sente que eu talvez também tenha feito algo que me torna culpado em relação a ele, responderá da mesma maneira, passará por cima e o esquecerá. Esta é uma maneira muito humana de perdoar. Em princípio, trata-se de indulgência, simplesmente.Se alguém em um relacionamento falar: “Eu lhe perdôo”, passa-se algo completamente diferente na alma. Quem diz “Eu lhe perdôo” ao mesmo tempo culpa alguém de algo. Esse perdão verbalizado separa, não pode salvar um relacionamento, muito pelo contrário, destrói-o.O que acontece com aqueles que estão dispostos a lhe dizer: “Eu lhe perdôo?” O que fazem através dessas palavras? Será que têm o direito de agir dessa maneira? A quem compete dar esse perdão? Quem disser algo assim posiciona-se ao lado de um poder maior ou até acima dele, como se pudesse decretar a culpa ou a inocência ou, em última instância, a vida e a morte.Quando o perdão não é esperado e concedido, a grandeza daquilo que ocorreu permanece intocada. O culpado mantém sua dignidade na medida que não espera por perdão e nós respeitamos sua dignidade, na medida em que não o perdoamos. Ele está entregue a algo maior. Nenhum ser humano pode interferir.Mais um ponto está ligado a esse tipo de situação. Uma grande culpa dá força quando assumimos e aceitamos suas conseqüências. Concede ao culpado a força de realizar algo que os inocentes nunca seriam capazes de realizar, por não terem essa força. Portanto, também precisamos olhar para a culpa nesse contexto maior.Mesmo assim, de certa maneira, podemos nos voltar para aqueles que não podem mais esperar o perdão. Como? Através da benevolência.O que é benevolência? É o movimento do coração e da alma, frente a um sofrimento e uma culpa que não podem ser eliminados. Então fazemos alguns atos de benevolência, sabemos, porém, que com isso a culpa e o sofrimento não podem ser eliminados. Na benevolência somos iguais aos outros. Concordamos com a impotência que os envolve e também nos sentimos impotentes. Aquele que é benevolente não julga e não perdoa, nem um nem outro. Ele apenas está presente e não se coloca acima de ninguém.O que disse aqui sobre perdão, sobre negação do perdão e sobre a benevolência, em princípio, disse sobre o amor. Trata-se, porém, de um amor especial, está além e acima do amor que ainda exige algo.O amor é indulgente e duplamente cego. Quando, por exemplo, um homem encontra uma mulher e eles se apaixonam, ambos são cegos. Quando, depois, conhecem-se lentamente, ficam cegos propositalmente. Por amor não querem enxergar algumas coisas e também por serem indulgentes.Podemos agir assim, de um modo geral, quando conhecemos outras pessoas. Cegos, tornamo-nos capazes de ver. Por sermos cegos e indulgentes, vemos mais. Não é bonito movimentar-se assim pelo mundo, cego e capaz de ver ao mesmo tempo? E como faz bem ao coração?

Maria Beatriz Szili - consteladora sistêmica

biaconstelar@gmail.com